31 dezembro 2009

Filmes da Década ( III )


“Este País Não é para Velhos”
: Javier Bardem, um assassino psicopata com um intriguante corte de cabelo e um comportamento arrepiante, louco e metódico…

“Slumdog Billionaire”: o “feel-good movie” de 2008, numa busca incessante pelo amor ao ritmo de músicas contagiantes…

“Girl Interrupted”: pela interpretação visceral e forte de Angelina Jolie

“Bourne Identity”: um novo e refrescante tipo de agente secreto, duro e violento mas igualmente sensível e perturbado…

“Cidade de Deus”: quase como se tratasse de um documentário, um retrato sem moralismos e condenações de uma das favelas mais violentas do Rio de Janeiro, pelo olhar fotográfico de Busca Pé…

“O Amor Acontece”: várias histórias sobre as diferentes faces do amor que se encontram na época de Natal, num filme encantador e divertido!

“À Procura de Nemo”: um belíssimo filme de animação, comovente e divertido…

“A Guerra dos Mundos”: porque a relação entre o pai e os seus filhos se sobrepôs ao que poderia ser apenas um filme com estrondosos efeitos especiais sobre uma invasão alienígena…

“Revolutionary Road”: o desabar de um casamento, passo a passo, mascarado pela apenas aparente tranquilidade e felicidade dos subúrbios na década de 50, com as interpretações poderosas e cativantes de Kate Winslet e Leonardo di Caprio…

“Star Trek”: um galopante filme de ficção científica de tirar realmente o fôlego, numa revitalização fenomenal e bem sucedida da clássica série…

“Crepúsculo”: um filme que me surpreendeu com a sua aura de romantismo trágico, numa história de um amor casto e quase impossível…

“Atonement”: pelas suas pequenas subtilezas: o bater das teclas da máquina de escrever, o vestido verde, o encontro escondido das mãos sob a mesa de jantar, as palavras de amor e despedida murmuradas ao ouvido; pelas interpretações belíssimas de Keira Knightley, James McAvoy e Saiorse Ronan…; pelo magnífico plano da praia de Dunkirk

“A Ressaca”: uma divertida e inteligente comédia

“Casino Royale”: um James Bond revitalizado, no seu estado mais duro e visceral…

“The Dark Knight”: a magistral interpretação de Heath Ledger, num Joker como nunca se viu...

“Watchmen”: nunca um filme sobre super – heróis me arrebatou desta maneira! Talvez porque não seja na verdade um filme sobre super – heróis ou talvez porque pela primeira vez tenhamos um retrato do quão atormentados e complexos eles são… Um filme genial! A começar pelos soberbos créditos iniciais: a evolução dos Guardiões e do Mundo embalada pela voz de Bob Dylan… Pelas interpretações fortes e irrepreensíveis, que parecem decalcadas da graphic – novel, principalmente a do Comediante e a de Roorsach… Pelas cenas de violência… pela “valente” cena de sexo… Pela excelente e apropriadíssima banda sonora…

“Trilogia O Senhor dos Anéis”: porque fui arrebatada por cada uma das fantásticas/épicas/divertidas/comoventes/apaixonantes cenas, porque me senti de verdade na Terra Média, porque viajei com a Irmandade por entre vastos campos desertos, montanhas cobertas de neve, minas escuras e arrepiantes ou belas florestas élficas, lutei contra as 2 Torres com os valentes guerreiros de Rohan ou com os sábios e antigos Trents e rejubilei com o Regresso do Rei, porque vivi a dor e o conflito do atormentado Gollum, porque a magia me envolveu, porque senti o amor e a dedicação de Jackson na realização deste seu sonho…

Filmes da Década ( II )


Universo “Tim Burton”: “Big Fish”, “Charlie e a Fábrica de Chocolate”, “A Noiva Cadáver”, “Sweeney Todd”:
em cada um sentimos a magia e o gore de Burton, o seu fantástico e inesquecível mundo, ou pintado de cores escuras e góticas e esqueletos dançantes num viva ode à noiva ou iluminado por um vasto campo de malmequeres ou por uma cascata de chocolate ou ainda povoado por um perigoso barbeiro que canta ao som de golfadas de sangue!

“Sin City”: a graphic-novel saltou directamente do papel para a tela, com os mesmos tons pesados e fascinantes do preto, branco e vermelho… uma realização alucinante, interpretações fabulosas, sensuais, violentas e perturbadoras…

“Munique”: podia ser facilmente um filme centrado apenas na vingança israelita após o atentado terrorista dos Jogos Olímpicos de 1972…mas Spielberg nunca é assim tão simplista! Spielberg realiza o filme sob uma perspectiva humana, ou seja, apresenta-nos os factos e deixa-nos pensar e decidir o que achar, e, mais importante, filma os conflitos interiores e morais deste grupo que vão surgindo com a execução cada mais vez perturbadora e difícil das missões, com especial destaque para Avner, o jovem agente de certo modo forçado a abandonar a sua mulher grávida (refiro este pormenor porque é uma característica comum de muitos dos filmes de Spielberg…o pai ausente). Um filme sublime, difícil, comovente, a não perder!

“Blindness”: a adaptação soberbamente conseguida do romance “Ensaio sobre a Cegueira” de José Saramago…

“Piratas das Caraíbas: A Maldição do Pérola Negra”: um delicioso, cómico e empolgante filme de aventuras, graças a um ambíguo pirata rock and roll, numa interpretação brilhante e apaixonada de Johnny Depp!

“Gangs of New York”: um épico poderoso, violento, cativante e belo, resultado da fervorosa e longa dedicação de Scorcese e da sua realização de mestre e das interpretações de Leonardo di Caprio e principalmente de Daniel Day-Lewis! “Bill the Butcher” é uma das personagens mais emblemáticas que a Sétima Arte nos deu a conhecer: violento, rude e xenófobo mas tão carismático que é quase arrepiante!

“Inside Man”: pela música que abre o filme, pelo constante mistério e twist, pela interpretação fabulosa de Clive Owen…

“A Rainha”: pela interpretação magistral e suprema de Helen Mirren…

“O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”: tem o seu “je ne sais quoi”, o ambiente de ingenuidade e inocência e fantasia, uma carta de amor a Paris e a Amélie e ao próprio amor…

“Kill Bill”: “You shot me down, bang bang, I hit the ground, bang bang… My baby shot me down…” A uma traição brutal segue-se uma épica vingança… um filme alucinante, cujo exemplo maior é a luta com os Crazy 88, com um argumento e realização geniais, interpretações perfeitas…

“Ratatouille”: uma deliciosa história de animação em que tudo parece real, desde a paisagem de Paris aos coloridos e saborosos pratos confeccionados pelo encantador “petit – chef”

“Public Enemies” porque é um filme melodramático e poético, que reinventa o universo dos gansters e põe em primeiro plano uma belíssima história de amor!

“Closer”: porque o amor é também complicado, sujo, difícil, perturbador…

“Juno”: uma surpreendente, irónica e divertida incursão ao tema da gravidez na adolescência, que foge aos clichés, num filme que pertence a Ellen Page…

“Persepolis”: um retrato arrepiante e doloroso, mas também cómico, da Revolução Islâmica no Irão, pelo testemunho da jovem Marjane Satrapi, numa obra-prima do cinema francês e do cinema de animação!

“V de Vingança”: “Remember, remember the fifth of November!” Um filme diferente, com uma mensagem política e social acutilante e interpretações sólidas de Hugo Weaving e Natalie Portman…

“21 Gramas”: um mosaico de três histórias que se sobrepõem e se completam, sob o tema da morte, da redenção, do perdão e do amor…

“Walk The Line”: pelas actuações apaixonantes de Joaquin Phoenix e Reese Whiterspoon...

Filmes da Década ( I )

Não vou elaborar uma lista propriamente dita. Não estarão ordenados por ordem de preferência e/ou qualidade. Constituem antes um conjunto de filmes que me marcaram de uma maneira ou outra, que me fizeram sentir algo, que me conduziram ao riso ou às lágrimas, à surpresa ou ao horror, à admiração, à paixão…


“O Pianista”: o horror, a crueldade e a barbárie do regime nazi e uma história de sobrevivência no gueto de Varsóvia mostrados de uma forma bastante crua e sentida por Polanski, num filme tanto chocante como sensível, com uma interpretação sobre humana de Adrien Brody.

“Moulin Rouge”: um turbilhão contagiante de música, dança, cores, cabaret, num hino ao amor, por mais trágico e cruel que este acabe por ser…

“Inglorious Basterds”: que mais dizer? Uma reinvenção “tarantinesca” da 2º Guerra Mundial, por meio de diálogos excelentes, personagens marcantes e várias homenagens ao Cinema…

“Gran Torino”: uma história de redenção e tolerância, conduzida pelo Ford que lhe dá nome, com uma soberba e comovente interpretação e realização de Clint Eastwood…

“Million Dollar Baby”: não é apenas um filme sobre a luta de uma mulher para se afirmar no boxe, é muito mais que isso…uma história comovente e poderosa sobre o amor e a amizade e sobre um dilema moral…

“Uma História de Violência”: um segredo arrepiante que um homem esconde da sua família e que volta para o assombrar e as repercussões consequentes…

“Orgulho e Preconceito”: uma doce, adversa e imprevisível história de amor, adaptada do clássico de Jane Austen…

“District 9”: um olhar diferente sobre o já tão comum tema dos extraterrestres, num filme com uma mensagem social e política…

“Mystic River”: as marcas de um passado que se quer esquecer, a dor da perda e da morte, a busca de vingança…

“Match Point”: pela escrita e realização inteligentíssima de Woody Allen, pelas interpretações verdadeiras e cativantes de Jonathan Rhys Meyers e Scarlet Johansson e a sensualidade e carisma desta, num jogo de poder, traição, ambição e maquiavelismo…

“Los Abrazos Rotos”: a beleza de Penélope Cruz, a paisagem calmante de Lanzarote, os diferentes significados que um abraço pode ter e que conduzem a história…

“The Curious Case of Benjamin Button”: um filme belo, inspirador e mágico em cada plano...

24 dezembro 2009

Feliz Natal!



Jack Skellington descobre a Cidade do Natal e, com ela, a magia e alegria desta época!

Mais um delicioso, inesquecível e carinhoso momento deste que é um dos meus filmes preferidos, numa inspirada e bela colaboração entre Tim Burton e Danny Elfman!

Na véspera de Natal divertam-se e emocionem-se com este pequeno excerto de "The Nightmare Before Christmas" ou, se tiverem oportunidade, com o filme completo, e sintam também a magia do Natal!

21 dezembro 2009

Brittany Murphy (1977-2009)


Daisy:
Which do you like better? Taking a dump alone or with Valerie watching?
Susanna: Alone.
Daisy: Everyone likes to be alone when it comes out. I like to be alone when it goes in. To me, the cafeteria is like being with twenty girls all at once taking a dump.
Lisa: That is fucked up, Daisy.

Daisy: And my favorite part... it has a sign right outside that says, "If you lived here, you'd be home now".

Daisy: My father loves me.
Lisa: I bet. With every inch of his manhood.

Daisy Randone em "Girl Interrupted"





Shellie: On a night like this everybody's looking for somebody stranger.


[after being smacked in the jaw by Jackie Boy]
Bozo No. 1: [about Jackie Boy] He is generous. But that temper of his... you shouldn't have picked on him like you did. My temper, you don't have to worry about.
Shellie:[grabs a knife and points it at him] Shut up and keep your hands to yourself, or I'll cut your little pecker off.
Bozo No. 1: Woo! I been told!

Shellie em "Sin City"



As personagens mais marcantes, na minha opinião, desta jovem,bonita e cativante actriz!

17 dezembro 2009

Parabéns...The Simpsons!!!


A perfeita família disfuncional!

Lisa: sensata, inteligente, talentosa e idealista
Bart: o rebelde e mal-comportado
Maggie: a bebé que nunca cresce e ainda não fala, excepto o amoroso momento em que diz a sua primeira palavra, Homer
Marge: a mãe dedicada, paciente, a força moral da família
Homer: preguiçoso, descontrolado, irracional, burro mas que também nos consegue surpreender com o seu lado bom

Aqui ficam algumas das frases memoráveis que nos acompanharam ao longo dos 20 anos, cheios de humor e diversão!


Homer: Me hungry.

Homer: [while watching a meteor shower] I wish God were alive to see this.

Homer: Homer no function beer well without.

Homer: Kids, just because I don't care doesn't mean I'm not listening.

Lisa: Dad, just for once don't you want to try something new?
Homer: Oh Lisa, trying is just the first step toward failure.

Bart: Aren't we forgeting the true meaning of Christmas? You know, the birth of Santa.

Homer: It's like David and Goliath, only this time David won.
[Lisa sighs]
Lisa's Brain: I know, I heard it too. Here's some music.
[Piano music plays quietly. Lisa smiles contentedly]

Homer: Well, I hope you've learnt your lesson, Lisa: never help anyone.

Homer: Boy, everyone is stupid except me.

Ned Flanders: Homer, I think you hit something.
Homer: I hope it was Flanders.

Homer: It's everybody's fault but mine.

Ned Flanders: How do you do it, Homer? How do you silence that little voice that says "Think"?
Homer: You mean Lisa?

Homer: [drunk] See, the thing about my family is there are five of 'em: Marge, Bart, girl Bart, the one that doesn't talk, and the fat guy. Oh, how I loathe him.

Homer: Take that, Lisa's beliefs!

Homer: D'oh!


15 dezembro 2009

Golden Globes: Um breve comentário...

Infelizmente, por falta de tempo, não me posso alongar muito neste comentário! Infelizmente, também muitos dos filmes nomeados ainda não estrearam em Portugal e outros não vi por falta de oportunidade ou por escolha própria! Por isso, fazendo justiça ao título...


Tarantino e os seus "Basterds" com 4 nomeações: Melhor Filme de Drama, Melhor Realizador, Melhor Actor Secundário num Drama e Melhor Argumento! Merecidíssimo!




"The Hangover" nomeado para Melhor Filme de Comédia! Cool!







A hipnotizante "True Blood" e a fabulosa Anna Paquin nomeados pelo 2º ano consecutivo!

Thou Shall Not Crave The Golden Globe! :p

Uma das melhores séries do momento, como já escrevi num post anterior!


Uma grande ausência: Public Enemies!

Qual é a vossa opinião?

Golden Globes: Os Nomeados


Best Motion Picture - Drama

Avatar (2009)
The Hurt Locker (2008)
Inglourious Basterds (2009)
Precious: Based on the Novel Push by Sapphire (2009)
Up in the Air (2009/I)

Best Motion Picture - Musical or Comedy
(500) Days of Summer (2009)
The Hangover (2009)
It's Complicated (2009)
Julie & Julia (2009)
Nine (2009)

Best Performance by an Actor in a Motion Picture - Drama
Jeff Bridges for Crazy Heart (2009)
George Clooney for Up in the Air (2009/I)
Colin Firth for A Single Man (2009)
Morgan Freeman for Invictus (2009)
Tobey Maguire for Brothers (2009/I)

Best Performance by an Actress in a Motion Picture - Drama
Emily Blunt for The Young Victoria (2009)
Sandra Bullock for The Blind Side (2009)
Helen Mirren for The Last Station (2009)
Carey Mulligan for An Education (2009)
Gabourey 'Gabby' Sidibe for Precious: Based on the Novel Push by Sapphire (2009)

Best Performance by an Actor in a Motion Picture - Musical or Comedy
Matt Damon for The Informant! (2009)
Daniel Day-Lewis for Nine (2009)
Robert Downey Jr. for Sherlock Holmes (2009)
Joseph Gordon-Levitt for (500) Days of Summer (2009)
Michael Stuhlbarg for A Serious Man (2009)

Best Performance by an Actress in a Motion Picture - Musical or Comedy
Sandra Bullock for The Proposal (2009/I)
Marion Cotillard for Nine (2009)
Julia Roberts for Duplicity (2009)
Meryl Streep for It's Complicated (2009)
Meryl Streep for Julie & Julia (2009)

Best Performance by an Actor in a Supporting Role in a Motion Picture
Matt Damon for Invictus (2009)
Woody Harrelson for The Messenger (2009/I)
Christopher Plummer for The Last Station (2009)
Stanley Tucci for The Lovely Bones (2009)
Christoph Waltz for Inglourious Basterds (2009)

Best Performance by an Actress in a Supporting Role in a Motion Picture
Penélope Cruz for Nine (2009)
Vera Farmiga for Up in the Air (2009/I)
Anna Kendrick for Up in the Air (2009/I)
Mo ‘Nique for Precious: Based on the Novel Push by Sapphire (2009)
Julianne Moore for A Single Man (2009)

Best Director - Motion Picture
Kathryn Bigelow for The Hurt Locker (2008)
James Cameron for Avatar (2009)
Clint Eastwood for Invictus (2009)
Jason Reitman for Up in the Air (2009/I)
Quentin Tarantino for Inglourious Basterds (2009)

Best Screenplay - Motion Picture
District 9 (2009): Neill Blomkamp, Terri Tatchell
The Hurt Locker (2008): Mark Boal
Inglourious Basterds (2009): Quentin Tarantino
It's Complicated (2009): Nancy Meyers
Up in the Air (2009/I): Jason Reitman, Sheldon Turner

Best Original Song - Motion Picture
Avatar (2009): James Horner, Simon Franglen, Kuk Harrell("I Will See You")
Brothers (2009/I): U2, Bono ("Winter")
Crazy Heart (2009): T-Bone Burnett, Ryan Bingham("The Weary Kind")
Everybody's Fine (2009): Paul McCartney("(I Want To) Come Home")
Nine (2009): Maury Yeston("Cinema Italiano")

Best Original Score - Motion Picture
Avatar (2009): James Horner
The Informant! (2009): Marvin Hamlisch
A Single Man (2009): Abel Korzeniowski
Up (2009): Michael Giacchino
Where the Wild Things Are (2009): Carter Burwell, Karen Orzolek

Best Animated Film
Cloudy with a Chance of Meatballs (2009)
Coraline (2009)
Fantastic Mr. Fox (2009)
The Princess and the Frog (2009)
Up (2009)

Best Foreign Language Film
Los abrazos rotos (2009)
Baarìa (2009)
Das weisse Band - Eine deutsche Kindergeschichte (2009)
La nana (2009)
Un prophète (2009)

Best Television Series - Drama
"Big Love" (2006)
"Dexter" (2006)
"House M.D." (2004)
"Mad Men" (2007)
"True Blood" (2008)

Best Television Series - Musical or Comedy
"Entourage" (2004)
"Glee" (2009)
"The Office" (2005)
"Modern Family" (2009)
"30 Rock" (2006)

Best Performance by an Actor in a Television Series - Musical or Comedy
Alec Baldwin for "30 Rock" (2006)
Steve Carell for "The Office" (2005)
David Duchovny for "Californication" (2007)
Thomas Jane for "Hung" (2009)
Matthew Morrison for "Glee" (2009)

Best Performance by an Actress in a Television Series - Musical or Comedy
Toni Collette for "United States of Tara" (2009)
Courteney Cox for "Cougar Town" (2009)
Edie Falco for "Nurse Jackie" (2009)
Tina Fey for "30 Rock" (2006)
Lea Michele for "Glee" (2009)

Best Performance by an Actor in a Television Series - Drama
Simon Baker for "The Mentalist" (2008)
Michael C. Hall for "Dexter" (2006)
Jon Hamm for "Mad Men" (2007)
Hugh Laurie for "House M.D." (2004)
Bill Paxton for "Big Love" (2006)

Best Performance by an Actress in a Television Series - Drama
Glenn Close for "Damages" (2007)
January Jones for "Mad Men" (2007)
Julianna Margulies for "The Good Wife" (2009)
Anna Paquin for "True Blood" (2008)
Kyra Sedgwick for "The Closer" (2005)

Best Performance by an Actor in a Supporting Role in a Series, Mini-Series or Motion Picture Made for Television
Michael Emerson for "Lost" (2004)
Neil Patrick Harris for "How I Met Your Mother" (2005)
William Hurt for "Damages" (2007)
John Lithgow for "Dexter" (2006)
Jeremy Piven for "Entourage" (2004)

Best Performance by an Actress in a Supporting Role in a Series, Mini-Series or Motion Picture Made for Television
Jane Adams for "Hung" (2009)
Rose Byrne for "Damages" (2007)
Jane Lynch for "Glee" (2009)
Janet McTeer for “Into the Storm” (2009) (TV)
Chloë Sevigny for "Big Love" (2006)

A lista completa pode ser vista em:http://www.imdb.com/features/rto/2010/globes

10 dezembro 2009

Jingle Bells




A excelência da voz de Andrea Bocelli aliada à irreverência e humor dos Marretas!

Um belo, divertido e carinhoso momento musical! Para apreciar nesta quadra natalícia…e não só!

09 dezembro 2009

Blindness/Ensaio sobre a Cegueira


(Crítica feita na altura da estreia do filme, há um ano atrás)

Fui ver o filme de Fernando Meirelles depois de ter lido o livro de José Saramago, por isso as minhas expectativas eram bastante elevadas!

Após ler o livro, impunha-se uma pergunta: como passar para o ecrã toda a profundidade da obra? Como passar para o ecrã todas as reflexões e pensamentos das personagens, essas personagens sem nome, que experimentam um sofrimento físico e principalmente psicológico inimaginável e que terão de se redescobrir a si próprias, para sobreviveram num mundo de cegueira? As minhas expectativas não foram defraudadas. Meirelles adaptou o livro maravilhosamente, realizando um filme sublime e poderosíssimo! O filme, se bem que talvez de maneira diferente, uma vez que a interpretação de um livro é algo de subjectivo e livre, mexeu comigo tal como o livro, perturbou-me e foi incómodo, o que, posso afirmar, constitui um valente elogio! As passagens mais perturbadoras, como a atitude dos soldados e do “poder” para com os cegos, a podridão e sujidade que assolam o hospício e a tomada de poder dos cegos “maus” que culmina com a arrepiante cena de violação colectiva não deixam lugar para a indiferença! O horror daquela quarentena foi transposto com toda a sua força! Na minha opinião, essa primeira parte do filme é o seu ponto mais forte. A segunda parte, após a saída do hospício, talvez esteja um pouco mais desequilibrada, porque algumas passagens do livro foram eliminadas, mas o filme não perde com isso, porque o espírito da obra está totalmente presente. A opção de fotografia foi bem conseguida: a luz branca envolve-nos e conseguimos sentir a “cegueira branca” quando experienciamos os acontecimentos pela perspectiva dos cegos. Para além do excelente trabalho do realizador e do argumentista, é de salientar igualmente o trabalho dos actores, destacando Julianne Moore. Julianne Moore entra realmente na personagem e é a partir da sua expressividade que acreditamos no seu dilema interior, na sua luta: como ser a única mulher que vê num mundo em que todos estão cegos e não se sentir completamente isolada? Gostei igualmente da interpretação de Alice Braga, uma actriz desconhecida para mim até agora.

“Blindness” é uma belíssima adaptação do romance de Saramago, que consegue transmitir a metáfora descrita pelo autor: estamos muitas vezes cegos em relação ao mundo, apenas porque é mais fácil recusar ver o que acontece à nossa volta do que reagir.

07 dezembro 2009

Lua Nova



Entrei na sala de cinema entusiasmada e com muitas expectativas!

Quando vi “Crepúsculo” não conhecia nada sobre a saga, nem sequer sabia que era adaptado de um livro, por isso não esperava mais que duas horas de diversão e vampiros! Ora, o filme surpreendeu-me, pela sua abordagem diferente ao mito dos vampiros que era principalmente suportada pela história de um amor casto, poderoso e impossível, ao estilo de um Romeu e Julieta! E ao longo do filme sentia-se toda essa atmosfera, quer pelas cativantes e apaixonadas interpretações dos dois protagonistas, quer pela banda sonora alternativa mas simplesmente adequada, quer pela realização e escolhas da luz e fotografia! Ou seja, gostei imenso do filme!

Passado um ano, e já com a saga lida (mais um ponto a favor do primeiro filme!), fui então ver “Lua Nova”. E esta adaptação não me desiludiu! Não posso dizer que seja perfeita, porque posso apontar-lhe algumas falhas, mas foi um filme bastante bom, dentro do género!
A nível de adaptação, penso que, de um modo geral, foi conseguida, uma vez que todas as passagens e momentos do livro foram transpostos para o ecrã, com a necessária liberdade criativa! Neste ponto, só acho que a fase de depressão, angústia e desespero que Bella atravessa após a partida de Edward devia ter sido mostrada de uma forma mais prolongada e forte, se bem que achei a interpretação de Kristen Stewart bastante boa! Mas achei que a transição para o relacionamento com Jacob foi algo apressada. Penso que poderá ter algo a ver com a mudança de realizador: talvez Catherine Hardwicke percebesse melhor os livros e toda esta dinâmica de uma paixão avassaladora e totalmente comprometida, que foi tão bem mostrada em “Crepúsculo”!
Quanto às restantes interpretações, foram também boas! Destaco o trio protagonista e a de Dakota Fanning que nos apresentou uma temível Jane!
A banda sonora é mais um ponto forte do filme, crédito para os Muse (tal como em “Crepúsculo”)!
Gostei mesmo do filme!

Pearl Jam no Optimus Alive 2010


"Heaven...I'm in heaven!!!"

04 dezembro 2009

Mar Adentro


É um filme bem conseguido. Bem narrado e construído, muito bem interpretado (a actuação de Javier Bardem é magistral) e apoiado na beleza da paisagem galega! É de uma sensibilidade única, como por exemplo: quando Ramon recorda o acidente e o descreve para Julia, a sua advogada, essa cena é-nos apresentada por uma sequência de fotografias da sua juventude que Julia vê, intercalada pela descrição do acidente por Ramon; a despedida entre Ramon e a sua família, especialmente com o seu sobrinho; toda a complexidade da relação entre Ramon e as pessoas que faziam parte da sua vida, a sua família e as duas mulheres, Julia e Rosa!
Em relação ao tema da eutanásia e do suicídio assistido, achei o filme neutro, ou seja, todas as opiniões e opções nos são apresentadas pelas diferentes personagens e nenhuma é favorecida ou considerada como a correcta! É claro que no filme a opinião/escolha de Ramon Sampedro possa aparentar ser a mais forte ou mesmo a certa, uma vez que a história é contada pela sua perspectiva, mostrando-nos a sua total dependência física e o seu sofrimento. Aí o filme pode ser considerado ambíguo, mas, de um modo geral, não suporta nenhuma mensagem moralista ou demagógica e, deste modo, levanta ainda mais questões e incita a um debate!

Assim, a passagem deste filme foi o mote para a organização de um cinefórum dedicado ao tema da eutanásia, organizado pela minha faculdade, a Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto! Como convidados para o debate, tivemos a oportunidade de receber o Prof. Doutor Roma Torres, o Prof. Doutor Pinto da Costa, o Prof. Doutor Daniel Serrão e o Prof. Doutor João Teixeira Lopes do Bloco de Esquerda. Todos nos ofereceram a sua opinião sobre este tema, tendo sido um debate bastante interessante sobre um tema delicado que devia efectivamente ser mais discutido!
É de facto uma temática difícil e constrangedora! Como discutir e esclarecer e legislar? É uma questão que pertence à esfera íntima e pessoal de um indivíduo, uma escolha que terá que ser obviamente consciente, racional e livre, mas é de facto uma decisão pessoal! Por isso, acredito que esta não devia ser penalizada legalmente!

Foi uma noite de bom cinema e de um importante e esclarecedor debate!